As famílias pobres têm que trabalhar quase o dobro das famílias mais ricas para arcar com os impostos cobrados no Brasil. O diagnóstico é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que calcula que, enquanto famílias com renda mensal de até dois salários mínimos (R$ 930) despendem 197 dias do ano só para pagar tributos, as famílias com renda superior a 30 salários mínimos (R$ 13.950), levam 106 dias para saldar as obrigações com o Fisco. Na média, o brasileiro gasta 132 dias de trabalho por ano só para pagar impostos.O levantamento concluiu que os 10% mais pobres do país destinam 32,8% da sua renda para o pagamento de impostos, enquanto os 10% mais ricos gastam 22,7%. “Quem tem mais dinheiro paga menos impostos”, afirmou o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, que divulgou o estudo, que classifica a situação como “iníqua”.O Ipea apontou ainda que as famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos têm que trabalhar mais que a média do país para pagar impostos. Enquanto a média geral de dias trabalhados para honrar tributos é de 132 dias por ano, famílias com renda de dois a três salários têm que trabalhar 153 dias, e aquelas com ganhos de três a cinco salários gastam 137 dias. Na faixa de renda de cinco a seis salários mínimos começa o refresco em relação à média, com 129 dias para arcar com a carga tributária.De acordo com Pochmann, a explicação para a maior tributação das famílias mais pobres reside na existência de tributos indiretos, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados e repassado para os preços, além de outros encargos federais e municipais com o mesmo efeito. Na prática, o consumidor mais pobre acaba pagando impostos embutidos em tudo o que consome, ainda que não esteja sujeito à tributação direta da renda.O advogado tributarista Gabriel Prado considera que a distorção na tributação é resultado da má distribuição de renda. “O Estado não tem como se financiar só com a classe média”, analisa. Então, ele vai em cima de quem tem menos.”O advogado reforça que o resultado encontrado pelo Ipea reflete a desigualdade de renda do país. Para ele, a menor capacidade de poupança dos mais pobres, que destinam quase toda a renda para o consumo de itens básicos, acabaria exigindo um esforço maior para o pagamento de impostos, na comparação com os mais ricos.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Pobre trabalha 197 dias para pagar impostos contra os 106 do rico
As famílias pobres têm que trabalhar quase o dobro das famílias mais ricas para arcar com os impostos cobrados no Brasil. O diagnóstico é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que calcula que, enquanto famílias com renda mensal de até dois salários mínimos (R$ 930) despendem 197 dias do ano só para pagar tributos, as famílias com renda superior a 30 salários mínimos (R$ 13.950), levam 106 dias para saldar as obrigações com o Fisco. Na média, o brasileiro gasta 132 dias de trabalho por ano só para pagar impostos.O levantamento concluiu que os 10% mais pobres do país destinam 32,8% da sua renda para o pagamento de impostos, enquanto os 10% mais ricos gastam 22,7%. “Quem tem mais dinheiro paga menos impostos”, afirmou o presidente do Ipea, Marcio Pochmann, que divulgou o estudo, que classifica a situação como “iníqua”.O Ipea apontou ainda que as famílias com renda mensal de até cinco salários mínimos têm que trabalhar mais que a média do país para pagar impostos. Enquanto a média geral de dias trabalhados para honrar tributos é de 132 dias por ano, famílias com renda de dois a três salários têm que trabalhar 153 dias, e aquelas com ganhos de três a cinco salários gastam 137 dias. Na faixa de renda de cinco a seis salários mínimos começa o refresco em relação à média, com 129 dias para arcar com a carga tributária.De acordo com Pochmann, a explicação para a maior tributação das famílias mais pobres reside na existência de tributos indiretos, como o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), cobrado pelos estados e repassado para os preços, além de outros encargos federais e municipais com o mesmo efeito. Na prática, o consumidor mais pobre acaba pagando impostos embutidos em tudo o que consome, ainda que não esteja sujeito à tributação direta da renda.O advogado tributarista Gabriel Prado considera que a distorção na tributação é resultado da má distribuição de renda. “O Estado não tem como se financiar só com a classe média”, analisa. Então, ele vai em cima de quem tem menos.”O advogado reforça que o resultado encontrado pelo Ipea reflete a desigualdade de renda do país. Para ele, a menor capacidade de poupança dos mais pobres, que destinam quase toda a renda para o consumo de itens básicos, acabaria exigindo um esforço maior para o pagamento de impostos, na comparação com os mais ricos.
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Caminhoneiro evita matar 4 pessoas mas derruba muro da UFMA
O fato inusitado aconteceu na tarde do último sábado, na entrada da UFMA, quando onde uma família inteira quase foi esmagada por uma carreta que vinha em alta velocidade enquanto eles estavam parados no semáforo.
O vendedor José Roberto Castro, que ocupava o carro com sua espose e duas filhas, disse, ainda nervoso, que era um milagre sua família ter escapado do acidente, que se deu da seguinte forma.
Segundo pessoas que presenciaram o fato, o motorista da carreta, Benedito Lima Teixeira, de 57 anos, que é funcionário da empresa Milplan, vinha em alta velocidade e não atentou para o semáforo existente no local, e quando se deparou com o automóvel parado tentou frear, mas a pista molhada dificultou a frenagem, foi então que ele decidiu jogar a carreta contra o muro, derrubando parte dele e destruindo o cavalo.
Benedito foi socorrido por uma ambulância do SAMU, e segundo um amigo seu que também trabalha na Milplan, que presta serviço pra Vale, sua falta deverá ser punida com uma demissão por justa causa, o que sinceramente, é um tiro de misericórdia na vida financeira de um homem de 57 anos.
O vendedor José Roberto Castro, que ocupava o carro com sua espose e duas filhas, disse, ainda nervoso, que era um milagre sua família ter escapado do acidente, que se deu da seguinte forma.
Segundo pessoas que presenciaram o fato, o motorista da carreta, Benedito Lima Teixeira, de 57 anos, que é funcionário da empresa Milplan, vinha em alta velocidade e não atentou para o semáforo existente no local, e quando se deparou com o automóvel parado tentou frear, mas a pista molhada dificultou a frenagem, foi então que ele decidiu jogar a carreta contra o muro, derrubando parte dele e destruindo o cavalo.
Benedito foi socorrido por uma ambulância do SAMU, e segundo um amigo seu que também trabalha na Milplan, que presta serviço pra Vale, sua falta deverá ser punida com uma demissão por justa causa, o que sinceramente, é um tiro de misericórdia na vida financeira de um homem de 57 anos.
Assinar:
Postagens (Atom)
