segunda-feira, 7 de junho de 2010

Ruas agora têm donos



Estacionar nas vias públicas da capital maranhense está se transformando em uma tarefa cada vez mais difícil. Os ditos donos das ruas, que consumaram uma verdadeira indústria de flanelinhas na cidade, ditam suas próprias regras, onde só eles têm razão. Para os motoristas, que precisam parar seus veículos, resta acatar ou, caso contrário, ficarem expostos a ameaças e prejuízos de todos os tipos. Apesar do problema ser conhecido por todos, não existe um órgão que, de fato, fiscalize a ação.
A Secretaria de Segurança Pública, através da Polícia Militar, afirma que a “atividade” por si só não se configura um ato de infração de natureza criminosa que caiba intervenção da polícia.
Enquanto isso, os guardadores ilegais se multiplicam. Nas praias, por exemplo, o ato pode ser facilmente percebido e curiosamente o valor cobrado pelos “clandestinos” chega a ser maior do que pelos associados ao Sindicato dos Guardadores de Carro habilitados para trabalhar. Os guardadores cadastrados que atuam nas Zonas Azuis, até que cobram preços razoáveis, já os “flanelinhas” não permitem a utilização do espaço público sem que se enquadre em sua tabela particular, com a exigência de pagamento adiantado e nenhuma garantia de encontrá-los na volta ao local.
A situação, no entanto, tem desagradado aos proprietários de automóveis. “É inadmissível ser coagido a pagar para estacionar em um local público. E o pior, não termos a quem recorrer”, desabafou o empresário José Souza, ressaltando que já teve seu carro arranhado por se negar a pagar antecipadamente a um flanelinha. Assim como ele, a administradora de empresas, Tatiana Moraes, se diz coagida constantemente por esse tipo de atitude.
“Trabalho no Centro da cidade e não há um dia sequer que não seja abordada por falsos guardadores de carro. Se chegar mais tarde um pouco tenho que pagar R$ 2 por hora, ou seja, R$ 14 por dia. Não me conformo com isso. Afinal, não se trata de um espaço privado”, indignou-se.

Área Itaqui-Bacanga poderia ir pelos ares, afirma promotora sobre explosão na Liquigás


Ainda atemorizados pela explosão ocorrida no último domingo (23), os moradores do bairro Fumacê (área Itaqui-Bacanga), continuam com medo de que uma nova explosão venha a acontecer trazendo conseqüências catastróficas para as mais de 400 famílias que moram no entorno da empresa.
Para averiguar de perto a situação, estive no bairro, acompanhando de perto uma manifestação feita por moradores que cobravam da empresa Liquigás explicações sobre o acontecido e ainda cobrar providências no sentido de garantir a tranqüilidade da população quanto ao perigo de novas explosões.
Segundo o militar Fernando Machado Neves, que mora na área e viu a explosão, o fogo alcançava cerca de 15m de altura. “Isto foi algo nunca visto aqui, essa explosão de dois botijões de gás no setor de triagem por muito pouco não provocou uma tragédia na área, evolvendo não só os funcionários que pudessem estar no local, mas também todos nós que moramos no entorno da empresa”, declarou.
Já para o líder comunitário, José Ribamar Soares, o’Zé do Chiclete’, o medo continua, pois os moradores não só do Fumacê, mas de diversos bairros da região continuam muito assustados.
‘Zé do Chiclete’ disse que o teor maior é sentido pelos moradores da Rua Entroncamento, no Fumacê, que fica logo abaixo da distribuidora. “Nós sempre tememos que acidentes como este pudessem acontecer, foi horrível ver pessoas desesperadas saindo de casa correndo no meio da noite, com medo de que tudo fosse pelos ares com a explosão, tem gente aqui que não consegue ainda dormir direito. Foi Deus quem nos livrou de uma tragédia, pois se nós dependêssemos da segurança da empresa e do corpo de bombeiros não teria ninguém vivo aqui", ressaltou.

Perigo constante – A promotora de Justiça Lítia Cavalcanti, titular da 15ª Promotoria de Justiça Especializada na Defesa dos Direitos do Consumidor, afirmou que a 'pequena' proporção que o incêndio alcançou foi um golpe de sorte. Lítia Cavalcanti declarou que a falta de fiscalização preventiva por parte do Grupamento de Atividades Técnicas (GAT), do Corpo de Bombeiros, pode ter colaborado para o incidente.

Segundo a promotora, há uma série de fatores que podem ter contribuído para o incêndio; entre eles, negligência e irresponsabilidade, uma vez que a empresa distribuidora de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) Liquigás, da Petrobras, já responde a outros inquéritos.

Tragédia anunciada – Após solicitar a perícia do Icrim no local do acidente. A promotora Lítia Calvalcanti alertou que o incêndio poderia ter tomado proporções catastróficas, uma vez que o gás vem do Porto do Itaqui por meio de dutos subterrâneos. "Boa parte da área Itaqui-Bacanga poderia ter se tornado apenas uma grande cratera e muitas pessoas poderiam ter morrido. O problema é que essas empresas acham que estão vendendo bombom em vez de gás e não se conscientizam do risco que esse produto pode trazer à vida se não for armazenado e revendido com responsabilidade. Essa explosão foi apenas um aviso; há dois meses venho batendo nessa tecla. Pode ser que da próxima vez a sorte não possa ajudar", declarou.

O blog tentou manter contato com a direção da Liquigás, mas no primeiro contato um vigilante da recepção alegou que a diretoria estaria em reunião sem hora pra terminar, foi quando nossa equipe ligou para o telefone 3878 8403 e conseguiu falar com o gerente da empresa, de nome Leonardo, que sem saber do primeiro contato na portaria confirmou que não estava em reunião, mas preferiu não responder se a mentira do vigilante para a imprensa teria sido induzida pela gerência ou uma ação isolada do próprio vigilante.

Pornografia explícita toma as ruas de São Luis


A pornografia explícita tomou conta das ruas de São Luis , expondo para crianças e senhoras fotos de cenas do mais alto erotismo nas capas de DVD’s piratas. Espalhados pelas ruas pelos camelôs e nas paredes de casas e prédios situados principalmente em algumas ruas do Centro e próximo às feiras e praças e praças por diversos bairros da cidade, esses produtos têm acesso livre até mesmo para crianças e adolescentes. Conhecidos como ‘filmes pornô’ eles são vendidos a preços populares que variam de R$ 2,50 até R$ 5. A comercialização dos DVDs de pornografia sinaliza para o descontrole quanto à venda de itens piratas em São Luis. Segmentos formalizados, como as locadoras, que quase já não existe mais são as que mais sofrem com a pirataria em todo o país.
Nas ruas da Paz e de Santana, Praça Deodoro, Rua do Passeio, e até mesmo na Rua Grande e suas transversais, a venda de CDs e DVDs piratas se mantém a todo vapor. Encontrar o último lançamento das estrelas da música popular brasileira ou o sucesso mais recente do cinema sendo vendidos em cópias piratas pelas ruas da cidade tornou-se uma tarefa simples e barata.
Em alguns casos, até mesmo produções que ainda não chegaram nas telonas já estão à venda no camelô, como aconteceu com o premiado ‘Avatar’ que já teria vendido milhões no mercado informal antes mesmo de ir para os cinemas do país. Nos últimos dias podem ser vistos nas bancas, produções recentes como Guerra ao Terror, Homem de Ferro II e Lua Nova. Esses são alguns dos mais vendidos, segundo os vendedores informais.
Com os lançamentos em filme pornô não é diferente. “Aqui nós temos de tudo”, diz um camelô do Centro da cidade que não quis ser identificado. Em uma grade demonstradora de CDs e DVDs é fácil verificar as capas dos filmes com fotos e poses ousadas. “Pode se aproximar moça. Temos para todos os gostos”, oferece um vendedor na feira do bairro do Anjo da Guarda, em plena luz do dia, quando pessoas vão às compras quase sempre com suas crianças.
Quando questionados sobre a venda de DVDs piratas e inclusive pornográficos, os vendedores têm resistência e desconversam bastante. Alguns se defendem dizendo que só mostram o produto para os consumidores adultos. “Quando alguém procura eu apresento, caso contrário fica escondido”, confessa o vendedor Ribamar Silva. A comercialização desses filmes constrange algumas pessoas. A professora Ângela Santos, considera à exposição um atentado ao pudor. “No Centro da cidade circulam pessoas de todas as idades, inclusive senhoras que ficam totalmente sem graça com essa situação. Existem ainda as crianças e adolescentes que não podem ter acesso a esse tipo de porcaria”, opina. Apesar de ser crime, a comercialização de produtos piratas continua em larga expansão e tem pouca fiscalização em São Luis.
Olá caros leitores, amigos e companheiros de guerra, após um longo periodo de hibernação virtual, com dedicação exclusiva ao jornalismo impresso, volto a postar matérias em meu blog. Espero ter de volta sua atenção, e sua ativa interação com comentários,informações, dicas e denúncias. Conto com você!