A pornografia explícita tomou conta das ruas de São Luis , expondo para crianças e senhoras fotos de cenas do mais alto erotismo nas capas de DVD’s piratas. Espalhados pelas ruas pelos camelôs e nas paredes de casas e prédios situados principalmente em algumas ruas do Centro e próximo às feiras e praças e praças por diversos bairros da cidade, esses produtos têm acesso livre até mesmo para crianças e adolescentes. Conhecidos como ‘filmes pornô’ eles são vendidos a preços populares que variam de R$ 2,50 até R$ 5. A comercialização dos DVDs de pornografia sinaliza para o descontrole quanto à venda de itens piratas em São Luis. Segmentos formalizados, como as locadoras, que quase já não existe mais são as que mais sofrem com a pirataria em todo o país.
Nas ruas da Paz e de Santana, Praça Deodoro, Rua do Passeio, e até mesmo na Rua Grande e suas transversais, a venda de CDs e DVDs piratas se mantém a todo vapor. Encontrar o último lançamento das estrelas da música popular brasileira ou o sucesso mais recente do cinema sendo vendidos em cópias piratas pelas ruas da cidade tornou-se uma tarefa simples e barata.
Em alguns casos, até mesmo produções que ainda não chegaram nas telonas já estão à venda no camelô, como aconteceu com o premiado ‘Avatar’ que já teria vendido milhões no mercado informal antes mesmo de ir para os cinemas do país. Nos últimos dias podem ser vistos nas bancas, produções recentes como Guerra ao Terror, Homem de Ferro II e Lua Nova. Esses são alguns dos mais vendidos, segundo os vendedores informais.
Com os lançamentos em filme pornô não é diferente. “Aqui nós temos de tudo”, diz um camelô do Centro da cidade que não quis ser identificado. Em uma grade demonstradora de CDs e DVDs é fácil verificar as capas dos filmes com fotos e poses ousadas. “Pode se aproximar moça. Temos para todos os gostos”, oferece um vendedor na feira do bairro do Anjo da Guarda, em plena luz do dia, quando pessoas vão às compras quase sempre com suas crianças.
Quando questionados sobre a venda de DVDs piratas e inclusive pornográficos, os vendedores têm resistência e desconversam bastante. Alguns se defendem dizendo que só mostram o produto para os consumidores adultos. “Quando alguém procura eu apresento, caso contrário fica escondido”, confessa o vendedor Ribamar Silva. A comercialização desses filmes constrange algumas pessoas. A professora Ângela Santos, considera à exposição um atentado ao pudor. “No Centro da cidade circulam pessoas de todas as idades, inclusive senhoras que ficam totalmente sem graça com essa situação. Existem ainda as crianças e adolescentes que não podem ter acesso a esse tipo de porcaria”, opina. Apesar de ser crime, a comercialização de produtos piratas continua em larga expansão e tem pouca fiscalização em São Luis.

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